Por que “Fuga de Roma”? Tenho pensado a respeito do comprometimento do cristão verdadeiro para com as Escrituras. Traduções e propostas de revisões e atualizações que muitas vezes complicam ainda mais o sentido do texto abordado. A questão dos apócrifos tem sido muito debatida, mas pouco pregada a Palavra inspirada com a convicção de que ela “jamais tornará para o Senhor vazia”. É tempo, pois, de repensarmos o assunto e produzirmos um texto que seja verdadeiramente fiel ao texto autógrafo.
sábado, 16 de junho de 2012
Igreja Batista da Madeira - Portugal: Boa Semente: Salvo pelo Cordeiro
Igreja Batista da Madeira - Portugal: Boa Semente: Salvo pelo Cordeiro: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo; O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados . Jo...
domingo, 10 de junho de 2012
O PERFIL DO PASTOR
O Dia do Pastor é uma data comemorativa como outra qualquer,
a menos que consideremos a instituição do ministério Pastoral como uma
instituição divina. Na verdade, ela não está presa ao ministério temporal de
Cristo, ou seja, enquanto Igreja militante, mas encontra-se no centro
escatológico do propósito do nosso Deus (v. 15).
Portanto, é Deus quem escolhe os pastores; É Ele quem os
dá à Igreja. Esta proposta revela-se, a priori, para a antiga “qahal”,
ou seja, a Igreja no deserto, enquanto povo de Israel. Todavia, no tempo de
Deus, a posteriori, tanto a Igreja no Deserto como a Igreja do Novo
Testamento haveriam de estar unidas em uma só congregação militante que seria
formada a partir de um grupo remanescente de Israel mais os gentios que
aceitassem a fé no Messias e se tornassem salvos pela graça nele revelada.
É o que entendemos do v. 14: “...porque eu sou o vosso
esposo e vos tomarei, um de cada cidade, e dois de cada família, e vos levarei
a Sião”.
Nos desígnios de Deus, Israel é a esposa amada, assim
como a Igreja militante, em Cristo, é a sua esposa amada.
Assim implicado, estas bênçãos não seriam para o Israel
rebelde; mas para o Israel obediente, que seria formado a partir de judeus e
gentios que obedecessem à fé em Cristo Jesus – a Igreja por ele fundada e
estabelecida. Portanto, o Dia do Pastor deve ser comemorado como um dia
histórico no calendário eterno de Deus.
Mas alguém poderia arrazoar: Se o Ministério Pastoral se
prende a tempos remotos, como na antiga qahal (Igreja no Deserto), como é que
Paulo, ao falar aos crentes de Éfeso sobre os dons legados pelo Espírito de Cristo
à Igreja, enumera os pastores por último, implicando, inclusive, que eles foram
dados à Igreja após o retorno de Cristo aos céus, logo, após o estabelecimento
dos doze apóstolos (4.11)? Sabemos, inclusive, que nem todos os apóstolos
chegaram a ser pastores. Alguns foram martirizados logo após iniciarem suas
viagens missionárias.
Por conseguinte, os pastores são dádivas de Deus à Igreja
antes mesmo que esta tivesse sido fundada e estabelecida por Cristo. E eles,
segundo a promessa de Deus para o remanescente, seriam capacitados para o
exercício de seu ministério. O conhecimento (dê‘ah) aliado ao discernimento
(haskêl) levaria um simples homem a uma posição de líder de um grupo seleto,
escolhido por Deus em Cristo, que promoveria o Seu reino na terra até o dia em
que a Igreja será elevada às alturas para o encontro com o Senhor, nos ares,
permanecendo para sempre com o Senhor (1 Ts 4.16-17).
Ser pastor, portanto, é um grande privilégio, antes mesmo
de ser uma grande responsabilidade. Privilégio porque a vocação é do Senhor. É
Ele quem chama, capacita e honra o fiel ministro por Ele constituído para
apascentar o rebanho que Ele mesmo lhe confiou.
Mas, como implicamos nesta última fala, não deixa de ser
uma grande responsabilidade, pois sobre o pastor pesa algumas
responsabilidades:
1 – Ele é um Ministro da Palavra. Não se trata de um
ministério terreno, preso aos limites de espaço e tempo como ser ministro de um
governo, de uma pasta qualquer, junto a um rei mortal ou de um reino efêmero. Os
valores de sua pasta são valores eternos, e sua lide tem eco nos céus, de onde
sai a Palavra que jamais “voltará” para o Senhor “vazia”. Ser pastor é
colocar-se na brecha para tapar o muro que impede o avanço do mundo para dentro
da Igreja. Tudo que o pastor prega no púlpito de sua igreja será prevalecente
contra o inferno, contra a perdição e contra o próprio Inimigo.
2 – Ele é o porta-voz de um Reino eterno. Como anunciador
de boas-novas o pastor oferece ao mundo o modelo de Evangelho que prepara o
pecador para estar com Cristo em seu Reino por toda a eternidade. E isto é um
grande privilégio, pois, como diz a Palavra de Deus, “quão formosos sãos pés
dos que anunciam as boas novas”.
O pastor lida com pessoas que antes não tinham esperança
de salvação e nada sabiam sobre a responsabilidade do pecado em face da justiça
e do juízo divinos. Mas o pastor, como um arauto fiel, proclamando as boas
novas, propõe ao pecador a palavra de reconciliação. Ele diz ao mundo que
qualquer pecado não confessado e abandonado em Cristo servirá de peso para uma
justa condenação, segundo o padrão de justiça, verdade e santidade do Deus
Justo, Santo e Verdadeiro.
3 – Ele é um exemplo para suas ovelhas. Sua fidelidade
deve estar aflorada no compromisso de pregar a Palavra, sempre temperada com os
valores eternos da consolação e da exortação; da pureza e da verdade; da
salvação e do juízo sobre os que a rejeitarem. O pastor é um exemplo de vida,
de honestidade, de integridade, de moralidade, quando o mundo em que vivemos
tem buscado outros valores que estão na contramão dos valores contidos nos
atributos do nosso Deus.
Em suma, o
pastor deve ser achado fiel por Aquele que o chamou;
Ao militar
na grande batalha da Luz com as trevas, o pastor deve ser luz;
Ao buscar
temperar o ambiente que circunscreve sua igreja, o pastor deve ser sal;
Ao ensinar e
doutrinar a sua igreja, o pastor deve revelar conhecimento na Palavra e
discernimento a respeito dos dons dados pelo Espírito Santo à Igreja;
Ao procurar
a comunhão dos membros de sua igreja entre si, o pastor deve inspirar, tanto
quanto respirar comunhão com seu Deus e com suas ovelhas.
Ao promover
o Evangelismo em sua igreja, o pastor deve sentir paixão pelas almas perdidas;
O pastor
deve estar pronto a sorrir com os que estão alegres, e chorar com os que choram.
Concluindo,
o Dia do Pastor é o dia em que ele e a sua igreja lembram a sua chamada para o
ministério.
É o dia em
que ele e a igreja lembram o seu preparo teológico, indispensável, nesse tempo
de crises filosóficas e até mesmo teológicas, quando a mensagem de
arrependimento e confissão de pecados, condição sine qua non para se buscar
salvação em Cristo, está desaparecendo dos púlpitos, muitas vezes já
transformados em tribunas e palanques eleitorais.
É o dia em
que ele e sua igreja lembram a sua fé. Quantas vezes, irmãos que atravessaram
problemas humanamente impossíveis de solução, buscaram no pastor o socorro pela
oração. Pastor, ore por mim; ore pelo meu filhos, pela minha filha, por um
problema que estamos atravessando... E o pastor ora, com fé, e Deus responde,
trazendo a melhor solução para o problema apresentado naquele pedido de oração.
Hoje, mais
do que nunca, precisamos de pastores que vivam e respirem a fé comunicada
através das Escrituras. Pastores que sintam paixão pelas almas perdidas e que
aspirem pela vinda do Reino absoluto de Deus, com a vitória da Igreja de Cristo
sobre os poderes das trevas de modo cabal e eterno.
O amor e a
humildade também devem fazer parte das qualidades vistas pela igreja em seu
pastor. Para pregar amor, deve-se amar de verdade. Foi o que Jesus requereu de
Pedro. “Pedro, tu me amas (agapao) mais do que a estes”? E Pedro
responde: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo (fileo)”; Novamente Jesus
lhe pergunta: “Pedro, tu me amas (agapao)”? E Pedro novamente responde
com fileo. Jesus pergunta terceira vez: “Pedro, tu me amas (fileo)?
E Pedro responde: “Senhor, Tu sabes (oida) todas as coisas; Tu conheces (gnosko)
que eu Te amo (fileo).
Jesus
requereu de Pedro um amor maior do que o amor a quem sofreu e morreu diante de
seus olhos, sem que sequer declarasse amor pela solidariedade à sua morte. Ao
contrário, negou-o, diante das autoridades.
Jesus requer
dos pastores um amor maior a Ele. A visão da cruz não deve sair da memória do
pastor que prega a Cruz de Cristo. Na celebração da Ceia, o pastor deve mostrar
esse amor à Igreja, para que, os incrédulos que porventura estejam presentes,
possam encontrar na mensagem da celebração a sua oportunidade de salvação.
Lembro-me de
certa vez, quando ministrava a Ceia do Senhor, logo após explicar seu
significado bíblico para a igreja, uma jovem veio à frente, chorando,
confessando que estava aceitando o Senhor Jesus como seu Salvador.
O pastor é
um Homem de Deus. Suas mensagens são oriundas dos céus. E nunca voltam para lá
sem que produza frutos para a eternidade.
A
responsabilidade é grande; Porém, maior é o privilégio de ser pastor,
vocacionado por Deus para um ministério santo, fruto de uma santa vocação.
Que Deus
abençoe a todos os pastores neste dia em que se comemora o Dia do Pastor no
calendário eterno de Deus.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
O SIGNIFICADO DA MORTE DE CRISTO
Introdução
No Antigo Testamento, a
palavra “expiação” é a tradução literal do termo hebraico kippur que é
empregado no AT sempre no plural (kippurim).[1] Sua raiz
é o termo kaphar (cobrir), cujo sentido é dado pelo seu radical intensivo
kipper (remir; tirar tudo o que cobre e empana [a alma] de ser vista em
seu estado puro por Deus).[2] É daí
que vem o sentido secundário de “perdoar”. Quando se perdoa, deve-se esquecer
qualquer ranso de culpa que o perdoado tenha com quem o perdoa.
Na LXX, o termo verbal que
verte o sentido de expiar para o grego é eksilaskomai que não é
empregado no NT. Seu substituto no NT é a sua forma simples hilaskomai que
significa “propiciar”, ou seja, fazer propiciação, daí hilasterion
(propiciatório).
A EXPIAÇÃO
A expiação da culpa do
pecado é uma exigência de Deus para o homem pecador, para que ele esteja sempre
dentro do limite da longanimidade divina e não sofra o peso da Ira de Deus
sobre ele, por causa dos pecados cometidos. É nesse mesmo entendimento que as
nações pagãs sacrificam suas vítimas para aplacar ira de seus deuses[3].
É nesse sentido que Paulo
vê a morte de Cristo, ou seja, como expiatória (Rom 3:25). Em várias
referências, ele associa distintamente a morte de Cristo com o ritual e
conceito de sacrifício do Velho Testamento. Ele faz uma alusão direta à
oferenda de pecado que era apresentada pelo Supremo Sacerdote no grande Dia da
Expiação. Paulo descreve a morte de Cristo como “oferta e sacrifício a Deus, em
cheiro suave” (Ef. 5:2). Em Cristo, Deus fez o que a Lei não poderia fazer com
o pecado: “enviando a seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado, e por
causa do pecado, na carne condenou o pecado” (Rom. 8:3). As palavras “por causa
do pecado” (peri hamartias) provavelmente se referem à morte expiatória
de Cristo, um fato que é reconhecido, pela leitura alternada da RSV, “como
oferta pelo pecado”. Novamente Paulo fala de Cristo como nosso cordeiro pascal,
que foi sacrificado (1 Cor.5:7).
O aspecto expiatório da
morte de Cristo é visto nas frequentes referências ao seu sangue. Deus fez com
que Cristo fosse a propiciação através de seu sangue (Rm. 3:25); somos
justificados pelo seu sangue (Rm. 5:9); obtemos a redenção através de seu
sangue (Ef. 1:7); nos aproximamos de Deus pelo sangue de Cristo (Ef. 2:13);
obtemos a paz através do sangue de sua cruz (Col. 1:20).
Jesus verteu todo o seu
sangue na Cruz do Calvário. Ele morreu à míngua, exague, já que teve várias
hemorragias internas. Teve sede, o que caracteriza a perda de sangue arterial.
Ao ser ferido pela lança, o pouco de sangue que ainda
estava em seu corpo saiu juntamente com água, pois faltava-lhe o elemento
principal de sua composição – as hemácias.[4]
A Morte de Cristo também
foi vicária. Ao morrer por nós, pecadores, sua morte tornou-se vicária
(1 Ts 5.10). Em Rm 5.8, Ele morreu por nós, quando ainda éramos pecadores. Em
Rm 8. 32, Ele se deu a si mesmo por nós. Em Ef. 5.2, Ele se fez maldição por
nós. Quando Paulo afirma que Deus fez de Cristo “pecado em nosso favor”, é que
Cristo voluntariamente veio sob a mancha do pecado, penetrou em sua mais
profundas trevas, e compartilhou com os homens seu terrível peso e pena.
A morte de Cristo também
foi substitutiva. Ao morrer na cruz por cada um de nós, sua morte torna-se
substitutiva. Verdadeiramente, cada um de nós deveria enfrentar o juízo de Deus
sobre o pecado e, consequentemente, como não podemos nos livrar humanamente de
sua condenação e culpa, fez-se mister que ele se apresentasse como o subtituto
de cada um de nós, de per si. Isto fia claro no testemunho de Paulo quando
arrazoa: “Porque dificilmente haverá quem morra por um justo; pois poderá ser
que pelo [homem] bom alguém ouse morrer” (Rm 5.7).
A morte de Cristo também
foi propiciatória. Isto é, ela nos fez chegar diante de Deus e alcançar
o Seu favor. A propiciação lembra a graça, a qual, no AT, era demonstrada de
modo reticente. Em Cristo, pela sua morte propiciatória, ela se faz eterna e,
assim, podemos estar sempre diante do trono de Deus, em graça. Esta graça tão
maravilhosa não só está presente na conversão do pecador, mas se faz presente
durante seu dia-dia e culminará com seu efeito maior e eterno, no dia do juízo,
quando seremos livres da Ira de Deus, pois é Cristo quem nos livra da ira futura,
como diz a Escritura: “Logo muito mais,
sendo agora justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm
5.9); “...e esperardes dos céus a seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os
mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira vindoura” (1 Ts 1.10).
A morte de Cristo também
foi redentora. Há quatro termos gregos que apontam para este sentido: lutron,
apolutrosis, agorazo e exagorazo. Os dois primeiros respondem por
liberdade, alforria. São formas derivadas de luo (soltar, libertar,
livrar). O pecador é livre por quem pode livrá-lo, por duas condições. Por um
lado, ele está preso a Satanaz, por haver cedido às suas tentações e perdido a
glória de Deus, tornando-se vulnerável aos ataques do Inimigo. Ao confiar em Cristo e
clamar por Seu Nome, o pecador é por ele liberto das garras do Inimigo e
readquirido por Deus, em Cristo. Por outro, ele é alforriado, deixando de ser
um simples servo rebelde e desobediente a um Senhor que não deseja que ele
pereça, mas que, por Santa Justiça, irá condená-lo ao inferno, por não ter
feito de Cristo o aplacador da ira de Deus, justo Juiz, sobre ele e seu
pecado. É como disse Jesus: “Já não vos chamarei mais servos....” (João 15.15).
Os dois últimos termos - agorazo e exagorazo, respondem por
compra e resgate de algo em hipoteca. Agorazo era o verbo empregado
pelos compradores de escravos. Dentre esses compradores havis aqueles que,
sendo bons e possuindo riquezas, faziam-se presentes nos mercados ou leilões de
escravos para comprá-los e, com documentos de alforria, dar-lhes a liberdade. Exagorazo,
por sua vez, dizia respeito ao ato
de resgate de hipotecas de algo de valor que ficava no penhor e deveria ser
resgatado antes que houvesse a perda do seu valor fixado no momento da
hipoteca. Em geral, os banqueiros e financiadores daquela época tudo faziam
para encarecer o valor atribuído no momento da hipoteca. Ficava muito difícil
para o pretendente resgatar essa hipoteca. Imagine o preço superfaturado pelo
pecado e pelas paixões infames e pelo ato rebelde de escolha para viver todo o
tempo anterior em rebeldia contra Deus, o que encarecia e superfaturava o
resgate. Mas Ele pagou esse preço. Centavo por centavo, para que nos readquirisse
a fim de podermos estar na sua presença para sempre, em glória, em seu reino. Oh,
glória!!!
A salvação torna-se, de
igual modo, supervalorizada, por semelhante audácia, pela ousadia de Cristo em
enfrentar a cruz e, por ela, a morte. A nossa salvação não tem preço a ser
pago em moeda humana. Seu preço já foi pago por Cristo por toda a eternidade.
Amados, valorizemos a
nossa salvação.
P.S. E se você que está lendo este estudo ainda não se encontra salvo em Cristo, ainda não fez sua confissão de pecador e ainda não clamou pelo nome de JESUS, a hora é esta. Não fique confiando em sua justiça, pois, nossa justiça vem de Deus, por Cristo, e só Ele nos faz justificados dos nossos pecados e faltas. A morte de Jesus foi real, pois Ele moreu como homem, e homem puro, sem pecado. por isso Ele pode salvar aqueles que, humildemente, reconhecem seu senhorio e seu poder de salvar.
Tenha fé em JESUS, e Ele o salvará agora neste instante em que você está lendo este estudo.
O próximo estudo será sobre a nossa justificação e reconciliação.
É bom de mais. Deus o abençoe com as bênçãos dos céus e com a bênção do perdão em Cristo Jesus. Amém!
[1] Provavelmente
seja o fato de que, como os pecados são cometidos, segundo a visão teleológica judaica,
vários deles ao mesmo tempo ou se encontram acumulados, há a necessidade de se
fazer uma expiação completa a cada vez que o interessado busque a mediação sacerdotal.
[2]
Esta é a visão Talmúdica acerca do Yom Kippur. O termo no plural, na
prática, enfatiza “expurgo completo” de todas as faltas, transgressões e culpa.
[3]
Ainda hoje há povos que realizam sacrifícios de animais com tal objetivo, embora
saibamos que só o Senhor é Deus.
[4] Discordo
plenamente de Ladd, pois em Cristo, nada foi figurado; foi realidade eterna. A
vítima tinha que verter todo o seu sangue, pois o sangue representava a alma do
animal. E só a ‘alma’ pura do animal poderia fazer expiação pela alma humana.
Jesus, por ser completamente puro, pôde, com seu sangue, fazer expiação pelas
nossas almas, propiciando-nos, com isso, a remissão. A única figura que há com
relação ao Seu sangue é o vinho que tomamos na ceia que simboliza o sangue de
Cristo realmente derramado no Calvário.
terça-feira, 22 de maio de 2012
CRISTO E SEU REINO MESSIÂNICO
A opinião de Paulo acerca
de Jesus Cristo, o Messias, mudou radicalmente, após a sua conversão. Mudou
também com relação à salvação e à Lei. Para Paulo, o termo Christos estava
inserido na própria pessoa de Jesus. Ele o chama de Jesus Cristo, embora
sabendo que é um título, mas o insere na pessoa de Cristo, como podemos ver em
Rm 3.24.
Como Messias, Jesus teria
que estar reinando ou reinar em uma determinada época ou era. A priori, o Reino
de Cristo, para Paulo, começou na sua ressurreição. E terminará quando houver
“...posto todos os inimigos debaixo de seus pés” (1 Cor 15.25).
Ao receber do Pai todo o
poder no Céu e na Terra, Jesus torna-se Rei, e permanece Rei até quando a morte
for aniquilada, ocasião em que devolverá ao Pai o comando de todas as
ações previstas no sábio conselho de Deus. A rigor, Cristo, segundo Paulo,
preenche um hiato, aberto com a queda de toda a Criação.[1]
Para Paulo, o reino do
Cristo glorificado não é um reino apenas de graça e bênção sobre a Igreja; é
também de força e sujeição sobre todos os poderes espirituais.[2]
Entretanto, de acordo com
o pensamento paulino, esse Reino, que para ele já começou com a sua
ressurreição, terá uma atividade messianocrática[3]
em que os “mansos” que herdarem a terra prometida (Mt 5.5 e Is 57.13; 60.21;
61.7; 65.9), usufruirão desta bênção escatológica (1 Cor 6.9,10; 15.50; Gl
5.21). É quando reino e glória estarão juntos; quando as nações trarão glória e
presentes ao Rei Jesus.
A questão é que o
aniquilamento da morte e do inferno só ocorrerá, segundo a
doutrina de Paulo, após a vitória sobre o anticristo, o qual será
aniquilado pelo sopro da sua boca e destruído pela manifestação da sua vinda (2
Ts 2.8).
Apesar do sistema iníquo
de cujo meio surgirá o anticristo já está atuando no mundo desde a assunção de
Cristo aos céus à destra do Pai (2 Ts 2.7), este personagem, que é segundo a
eficácia de Satanás, só se manifestará na sua totalidade maligna após a partida
de alguém muito especial que se encontra restringindo a atuação plena desse
sistema e da manifestação desse anticristo.
Alguns estudiosos têm
visto neste restringidor a pessoa do Espírito Santo que nos foi deixada a nós, como
Igreja, com vistas à sua defesa diante desse sistema que já opera no mundo, e
sua preservação como nação santa. Ao retirar-se do mundo, com a Igreja
arrebatada, condição sine qua para que Ele se retire, não havendo
qualquer outra possibilidade bíblica ou teológica, o Iníquo se manifestará ao
mundo, já sem a Igreja presente, o que facilitará sua atuação e sua operação
maligna para com os que “não receberam o amor da verdade para se salvarem (v.
10) e a quem “Deus enviará a operação do erro para que creiam a mentira” (v.
11).
O envio dessa operação do
erro, “matricializada” na pessoa do Anticristo, tem um objetivo santo e justo:
“Para que sejam julgados todos os que NÃO creram a verdade, antes tiveram
prazer na iniquidade” (grifo nosso) (v. 12). Esse advérbio de negação valoriza
o processo que se desenrolará com a presença do anticristo e sem a presença
daquele que garante e sela a salvação do salvo. Trata-se de um mundo totalmente
perdido, pelo que não se concebe a presença de um Israel terreno ainda por se
salvar. Este Israel terreno pode já estar contido no Reino de Cristo como
também pode estar fora dele para sempre, se estiver no mundo do Anticristo.
Surge uma outra questão:
Não haverá uma terceira vinda. Se a manifestação de Cristo na qual o Anticristo
é destruído e seu poder aniquilado for a sua Segunda Vinda, então entende-se
que a visão pre-milenista não é de todo uma heresia. Segundo Paulo, esta
doutrina permanece em suspense, ao passo que, na Revelação a João – o
Apocalipse – que veio para revelar e não para velar (cobrir, ocultar), Jesus
deixa claro que após o milênio, não mais retorna à Terra, pois o seu
Trono estará em um lugar diferente da Terra e céu (Ap 20.11), de onde julgará
os vivos e os mortos.
Mas como explicar o
“arraial dos santos” e a “cidade amada” onde estão pessoas salvas, eleitas, que
são defendidas por Deus com fogo do céu (Ap 20.7)? Seriam estes o povo da
Igreja arrebatada?
Me ajuda aí......
[1]
“Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de
parto até agora. E não somente ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do
Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção
do nosso corpo” (Rom 8.22,23).
[2]
Ladd G. E. Teologia do Novo Testamento, S. Paulo. Ed. Hagnos, p.
385.
[3]
Neologismo deste pensador, pois, segundo o entendimento judaico, o Messias
viria para reinar absoluto, como ensinavam os rabinos, seguindo o modelo
Enoquiano.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
O VALOR DA TERCEIRA IDADE PARA A FAMÍLIA
Em geral, em quase toda a
casa há, pelo menos, um idoso. Em algumas, há até mesmo um casal de idosos. O
fato é que em todas as famílias há sempre pessoas da terceira idade. São o
vovô, a vovó, ou um tio ou uma tia que envelheceu e não chegou a ter filhos
para deles cuidarem na velhice.
A Bíblia nos dá testemunho a respeito da segurança que uma pessoa pode ter
de envelhecer bem e ter o amparo necessário até sua partida deste mundo. Davi,
o rei de Israel, faz a seguinte afirmação:
“Fui moço e agora sou velho; mas nunca vi
desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão” (Sl 37.25).
Na sua casa mora alguém da terceira idade? Na sua família existe um membro
da terceira idade? Nos dias de hoje, é um fato presente a convivência direta com alguém da
terceira idade. Até porque o número de idosos aumenta a cada ano. E também as
condições de vida, saúde e recursos tem sido muito generosas, a ponto de
conceder melhores condições para uma boa sobrevivência.
Nesta nossa abordagem vamos procurar abordar a questão do idoso dentro do âmbito familiar. Mas, para isso, é preciso, primeiro, fazer uma rápida abordagem sobre a família.
O Pr Irland, na apresentação do Livro, A FAMÍLIA NA BÍBLIA, de autoria do Pr Gilson Bifano, faz a seguinte afirmativa: “Se desejamos entender a família do ponto de vista cristão, precisamos analisar toda a sua trajetória ao longo dos relatos bíblicos”.
A origem da Família encontra-se no primeiro livro da Bíblia – Gênesis.
Antes da queda do Homem, Deus instituiu a Família, dando-lhe atribuições e responsabilidades.
O Pr Jorge Maldonado, terapeuta familiar, faz a seguinte observação: “O casamento e a família não estão vinculados ao Estado nem à lei e nem ao ato da redenção, mas à criação”.
De acordo com o livro de Gênesis, antes da queda, tanto o homem quanto a mulher tinham privilégios e responsabilidades iguais. Ambos foram criados por Deus, “à sua imagem e semelhança”. Com isto, homem e mulher participavam dos atributos divinos, ou seja: sabedoria, retidão e santidade. Ambos receberam a ordem de cuidar e dominar a terra. Homem e mulher ocupavam um lugar de honra no jardim do Éden. Antes da queda, o primeiro casal vivia em perfeita harmonia.
Nesta nossa abordagem vamos procurar abordar a questão do idoso dentro do âmbito familiar. Mas, para isso, é preciso, primeiro, fazer uma rápida abordagem sobre a família.
O Pr Irland, na apresentação do Livro, A FAMÍLIA NA BÍBLIA, de autoria do Pr Gilson Bifano, faz a seguinte afirmativa: “Se desejamos entender a família do ponto de vista cristão, precisamos analisar toda a sua trajetória ao longo dos relatos bíblicos”.
A origem da Família encontra-se no primeiro livro da Bíblia – Gênesis.
Antes da queda do Homem, Deus instituiu a Família, dando-lhe atribuições e responsabilidades.
O Pr Jorge Maldonado, terapeuta familiar, faz a seguinte observação: “O casamento e a família não estão vinculados ao Estado nem à lei e nem ao ato da redenção, mas à criação”.
De acordo com o livro de Gênesis, antes da queda, tanto o homem quanto a mulher tinham privilégios e responsabilidades iguais. Ambos foram criados por Deus, “à sua imagem e semelhança”. Com isto, homem e mulher participavam dos atributos divinos, ou seja: sabedoria, retidão e santidade. Ambos receberam a ordem de cuidar e dominar a terra. Homem e mulher ocupavam um lugar de honra no jardim do Éden. Antes da queda, o primeiro casal vivia em perfeita harmonia.
Após o ato da desobediência, marido e mulher
começaram a ter uma nova visão, agora distorcida é claro, da vida, do amor, da
sexualidade (Gn 3.7), e começaram a afastar-se da comunhão divina (Gn 3.8);
O primeiro conflito familiar ocorreu sob troca
de acusações: ele colocou a culpa nela e ela, por sua vez, colocou a culpa na
serpente.
Antes da queda, não havia qualquer sentimento
de machismo ou feminismo, muito embora o homem tenha recebido de Deus a
incumbência de ser o cabeça da mulher, ou seja, da família.
Podemos dizer que a queda afetou as bases do
casamento e da família.
Após a queda espiritual da
humanidade a violência se propaga e o clamor das injustiças chega ao céu,
diante de Deus:
“A terra, porém, estava corrompida diante de
Deus, e cheia de violência. Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida;
porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra. Então disse
Deus a Noé: O fim de toda a carne é chegado perante mim; porque a terra está
cheia de violência dos homens; eis que os destruirei juntamente com a terra”
(Gn 6.11-13).
Mas a Família é preservada
com Noé, pois entram na arca Noé, sua esposa, seus três filhos e suas três
noras.
De Noé até Abraão, a
família toma um amplo espaço no relacionamento com o Senhor Deus. Surge a
família patriarcal, com laços fortes de clã, onde o mais velho é respeitado e
obedecido, competindo a ele, inclusive, o juízo sobre os demais membros da
família patriarcal.
A família de Abraão, antes
da promessa, era formada pelo Pai e seus irmãos. A princípio, o relacionamento
dessa família com Deus era perfeito. Mas o local onde eles habitavam não
prestava e acabou contaminando a família de Tera, pai de Abraão. Tanto que,
após a morte de seu pai, Deus tira Abraão daquele ambiente idólatra:
“Foram os dias de Tera duzentos e cinco anos;
e morreu Tera em Harã. Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua
parentela e da casa do teu pai, para a terra que eu te mostrarei” (Gn 12.1).
A partir de Abraão,
porém, os olhos do Senhor são fixados
para a herança familiar – os filhos.
Enquanto não nasce Isaque, o verdadeiro herdeiro da Promessa, o Senhor não larga do pé de Abraão.
Enquanto não nasce Isaque, o verdadeiro herdeiro da Promessa, o Senhor não larga do pé de Abraão.
Antes de falarmos um pouco mais sobre as
características das famílias patriarcais, podemos afirmar que o mesmo cuidado
que Deus demonstrou para com a família de Noé também demonstrou para com a
família de Ló.
Vamos procurar ver agora a questão do idoso dentro do âmbito familiar.
Há duas realidades intrínsecas no que diz respeito ao relacionamento da família com os integrantes da terceira idade:
Há duas realidades intrínsecas no que diz respeito ao relacionamento da família com os integrantes da terceira idade:
1. O idoso tem suas necessidades e suas expectativas de vida, pelo tempo
que ainda lhe resta sobre a face da terra.
2. A família nem sempre entende esse processo pelo qual o idoso passa
durante essa expectativa de vida.
A família, de um modo geral, pode ser definida como um grupo enraizado numa
sociedade na qual adquire certas responsabilidades sociais.
Atualmente, a família vem assumindo um papel importante no relacionamento
com os seus idosos, à medida que o envelhecimento da população se verifica cada
vez mais acelerado. Isso, inclusive, ainda é pouco estudado pelas ciências
sociais.
A Constituição Federal de 1988 apresenta a família como base da sociedade e
coloca como dever da família, da sociedade e do Estado “amparar as pessoas
idosas assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e
bem estar e garantindo-lhes o direito à vida”.
Neste sentido, cabe aos membros da família entender essa pessoa em seu
processo de vida, de transformações, conhecer suas fragilidades, modificando
sua visão e atitude sobre a velhice e colaborar para que o idoso mantenha sua
posição junto ao grupo familiar e a sociedade.
No início, quando ainda os pais são jovens e até a meia-idade, eles é que
cuidam dos filhos, provêm para eles os seus estudos e sua formação; Mas, depois
de criarem os filhos, os pais entram na terceira idade envelhecem cada vez mais
até o dia da sua partida deste mundo.
Pergunta-se: O que eles podem esperar de seus filhos e netos? Serem
enviados para um asilo? Serem abandonados?
Voltando à Palavra de Deus, Davi afirma que nunca viu o justo ficar
desamparado na velhice.
Na família patriarcal, isso jamais ocorreria, já que o patriarca era
assistido não só pelos filhos e netos, como pelos seus mordomos e empregados.
Abraão deixou este mundo aos 175 anos de idade, em boa velhice. E foi
sepultado pelos seus dois primeiros filhos – Isaque e Ismael.
Jacó também deixou este mundo aos 147 anos de idade e em boa velhice,
também assistido pelos seus filhos e netos.
A família patriarcal mantinha o respeito e cuidava de seus idosos. Isso é
refletido não só no testemunho de Davi, mas no testemunho que o apóstolo Paulo dá
a respeito da avó de Timóteo.
“Trazendo à memória a fé não fingida que há em
ti, a qual também habitou primeiro em tua avó Loide e em tua mãe Eunice e estou
certo de que também habita em ti” (2 Tim 1.5).
Com as fragilidades que muitas vezes acompanham o processo de
envelhecimento é comum surgirem conflitos entre os filhos quando a situação dos
pais passa a lhes exigir novas responsabilidades e cuidados.
Mas a Palavra de Deus recomenda o cuidado para com os idosos, de um modo
geral, e, em particular, dentro da família.
Olha o que Paulo recomenda a Timóteo:
“Não repreendas asperamente a um idoso, mas admoesta-o
como a um pai...” (1 Tim 5.1).
É preciso que as famílias respeitem as necessidades da terceira idade, para
que os idosos, no caso, seus pais, não se sintam um encargo para os filhos.
Por outro lado, os idosos devem se esforçar para não se deixar entregar à
inatividade mórbida, buscando evitar, o máximo possível, o sentimento de
dependência da família que, em geral, aflige o idoso.
Em geral, os idosos estão sempre naquela expectativa de receberem atenção e
cuidados dos filhos e netos no momento em que perderem ou tiverem suas
capacidades diminuídas, sendo este um fantasma constante a perseguir e
preocupar os mais velhos.
Há algumas décadas atrás, o hiato entre os jovens e os idosos era muito
amplo. Mas, com o tempo, novas condições de vida estão permitindo uma
convivência mais estreita entre jovens e idosos.
À medida que a expectativa de vida aumenta, os de meia-idade se relacionam
com os jovens e com os idosos, de modo que eles aprendem melhor a se relacionar
uns com os outros.
A dependência entre as gerações, ao que tudo indica, se revela de duas
naturezas distintas: de um lado a dependência material dos filhos que por
precisarem cada vez mais e por mais tempo da proteção dos pais, não hesitam em
aceitá-la, até por entenderem como obrigação. Do outro lado a dependência
emocional dos pais, fruto do modelo familiar estabelecido. Neste modelo a
família é entendida como uma forma natural de organização da vida coletiva, uma
instituição estável da sociedade, sendo a união entre seus membros a principal
responsável pela integração e harmonia da vida familiar.
Essa dependência se caracteriza no que se pode chamar de acordo tácito, ou
seja, uma negociação na qual os pais acalentam a expectativa de obter no
momento que necessitarem a retribuição pela dedicação oferecida à família.
As mudanças que estão ocorrendo nas representações de família nas novas
gerações estão exigindo formas alternativas de convívio familiar e consequentemente
a reformulação de valores e de conceitos.
A família brasileira do terceiro milênio está cada vez mais distanciada do
modelo tradicional, no qual o idoso ocupava lugar de destaque. Estamos vivendo
um importante período de transição e mudanças, no qual se faz necessário o
entendimento das transformações sociais e culturais que vem se processando nas
últimas décadas, para enfrentarmos o nosso próprio processo de envelhecimento
dentro de expectativas condizentes com as novas formas de organização familiar.
No entanto, qualquer que seja a estrutura na qual se organizará a família do
futuro, há a necessidade de se manterem os vínculos afetivos entre seus membros
e os idosos. Nesta fase da vida, o que o idoso necessita é sentir-se
valorizado, viver com dignidade, tranquilidade e receber a atenção e o carinho
da família.
Nesse relacionamento dos idosos com os jovens na família, temos que
destacar a posição do sogro e da sogra e, consequentemente, do genro e da nora.
A Bíblia nos dá alguns exemplos.
Jetro foi um bom sogro. Ao ver a situação do genro na tomada das decisões junto aquele povão, ele dá alguns conselhos a Moisés, seu genro.
Jetro foi um bom sogro. Ao ver a situação do genro na tomada das decisões junto aquele povão, ele dá alguns conselhos a Moisés, seu genro.
Já o sogro de Jacó – Labão – não foi um bom sogro. Explorou seu genro
durante cerca de 21 anos e ainda queria matá-lo porque Jacó simplesmente queria
independência daquela vida mesquinha.
Noemi, sogra de Rute, foi uma boa sogra. Sua nora se afeiçoou dela e pôde
aprender muito com ela, com sua vida e testemunho acerca de seu Deus, tanto que
ela não procurou outra coisa senão ficar com sua sogra e ser admitida como
filha.
Sogros e sogras, sejamos como Jetro e Noemi, que viveram uma vida útil,
chegando a agradar a Deus nos seus aconselhamentos a seus genro e nora
respectivamente.
Genros e noras, sejamos como Moisés e Rute, que souberam ouvir seus sogros
e sogras em momentos sérios de tomada de decisões.
sábado, 14 de abril de 2012
A GRAÇA NO ANTIGO E NOVO TESTAMENTOS
Graça - Favor imerecido.
A graça nos foi outorgada por Deus na Pessoa de Nosso Senhor e Salvador Jesus-Cristo, como prova de sua misericórdia para com os escolhidos, sendo tal concessão um reconhecimento não de nossas obras meritórias, mas de nossa necessidade, pois éramos por natureza filhos da ira e, como tal, endereçados ao inferno.
Lembremos da promessa de Gên 3.15 – A semente da mulher que esmagaria a cabeça da serpente. E tal não deixou de acontecer com Cristo, pois Ele veio ao mundo com a finalidade de anular o poder do diabo sobre os filhos de Deus pela Graça de Cristo.
A graça nos foi outorgada por Deus na Pessoa de Nosso Senhor e Salvador Jesus-Cristo, como prova de sua misericórdia para com os escolhidos, sendo tal concessão um reconhecimento não de nossas obras meritórias, mas de nossa necessidade, pois éramos por natureza filhos da ira e, como tal, endereçados ao inferno.
Como pretendemos falar sobre tão importante assunto, cumpre-nos esboçar, de modo expositivo, a atuação da graça nas diversas épocas em que fomos visitados pela Providência Divina, pela promessa até os dias de Cristo, quando tal graça se manifestou sobremaneira patente entre nós, como escreve Paulo aos gálatas: “Vindo, porém, a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei, para resgatar os que estavam sob a Lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gal 4.4).
Destarte, abrangeremos, em primeiro plano, as manifestações da graça no Antigo Testamento, a qual, muito embora tivéssemos estado sob a maldição da Lei, se fazia presente em forma de promessa, e promessa d’Aquele que nunca falha.
A GRAÇA NO ANTIGO TESTAMENTO
O estudo da graça no Antigo Testamento começa na vida de Adão, nosso primeiro pai.
A princípio, cremos na eleição de Deus para conosco, sendo nós escolhidos pela Sua preciente sabedoria.
A princípio, cremos na eleição de Deus para conosco, sendo nós escolhidos pela Sua preciente sabedoria.
Isso vem a ser provado pela primeira providência de Deus após a queda do homem.
Quando o homem, no seu estado de pecado, via-se na urgência de ser cuidado para não vir a permanecer eternamente perdido, completamente fora da Sua presença. Aqui podemos ver a manifestação da Graça através desse ato singular e sem precedente. Podemos ver ali o eterno cuidado, o eterno zelo, a eterna vontade refletida naquele ato de demonstração da graça.
Quando o homem, no seu estado de pecado, via-se na urgência de ser cuidado para não vir a permanecer eternamente perdido, completamente fora da Sua presença. Aqui podemos ver a manifestação da Graça através desse ato singular e sem precedente. Podemos ver ali o eterno cuidado, o eterno zelo, a eterna vontade refletida naquele ato de demonstração da graça.
Outra manifestação viva e patente na vida de Adão, com referncia à graça, encontra-se narrada em Gên 3.15, quando, tomando outra providência em prol do homem, Deus, o Zeloso, profere a promessa da vinda do Messias ao mundo, que seria o cunprimento da nanifestação da graça na vida do homem.
Temos, também, implícita na vida do homem, outra manifestação da graça, quando por ocasião do nascimento de Sete, por cujos ato e vida seríamos abençoados, pertencendo, destarte, ao tronco genealógico da graça, visto ser ele o ramo pelo qual haveriam de descender os filhos da obediência, que passariam, daquele momento em diante, a invocar o nome do Senhor, e seriam, mais tarde, na pessoa do justo Noé, conservados para geração de uma nova vida.
O Senhor Deus, ao ver que essa nova geração, isto é, os filhos de Sete, havia se corrompido juntamente com os demais filhos de Cain, não havendo diferença de modo de vida, mas todos haviam se corrompido, tal qual fala Gên 6.5-7, dispôs-se a acabar com a raça hurnana. Para tanto, enviou à Terra o dilivio que a todos fez desaparecer, conservando unicamente a família do justo Noé, com o propósito de conservar na Terra o homem que criara com todo amor e carinho e à Sua imagem e semelhança.
Na conservação de Noé e sua família vemos, de nodo patentete, a manifestação da graça mais uma vez beneficiando este homem tão mau, mas tão querido por Deus, o seu Criador. Desta família haveria de nascer o Justo que Justificaria a muitos.
Não tarda muito e vemos putra vez a graça de Deus se manifestando na vida do homem, na pessoa de Abraão, quando Deus lhe faz a fiel Promessa, para dele fazer uma grande e bendita nação.
Podemos dizer mesmo que nem nos trezentos e poucos anos que conhecemos como período interbíblico, esta graça deixou de atuar. E como atuou, de tal modo que vislumbrou a tantos que vieram a conhecer sua história e continuará vislumbrando outros que ainda hão de conhecê-la e estudá-1a.
Em Abraão, Deus faz um novo pacto com o homem que criara, pacto esse que dizia respeito à organização de um povo escolhido, para servir num Santo e Real Sacerdócio, a fim de refletir a Sua graça sobre todos, uma vez que, na realização do pacto abraâmico, Ele prometera fazer dele uma bênção, dizendo, ainda, que nele seriam benditas todas as famílias da Terra.
Podemos ver nesse ato mais uma vez a mão de Deus presente, visto que, pela atuação desse povo e pela sua descendência, Ele haveria haveria de trazer a realização da graça sobre todos os homens.
Outra ocasião na qual nos foi manifesta a graça de Deus foi por ocasião da servidão do povo de Israel no Egito. Ali estava um povo que se multiplicaria no deserto do Sinai, até chegar a ser um povo qual as areias do mar, tal e qual o da promessa divina.
Israel está sendo afligido. Mas, na realidade, Deus estava vendo tudo isso, aguardando, tão someente, que o povo que habitava a terra que, por promessa, pertencia a Israel, completasse a medida de suas iniquidades, para que, numa ação justa e reprimente, Ele expulsasse aquele povo, para dar então a terra de Canaã ao Seu povo (Gên l5.l6).
No nascimento de Isaque, filho de Abraão, vemos mais uma vez, patente, a mão de Deus, quando Ele promete que dele faria a sucessão da geração de Abraão. E em Isaque repete-se mais uma vez a promessa.
Com Jacó também vemos a mão de Deus operando milagrosamente, dando-nos as doze tribos que seriam os possuidores efetivos da terra prometida à Abrãao, a Isaque e Jacó, seus pais.
A graça de Deus se há menifestado e sempre haverá de manifestar-se, mesmo na eternidade, quando, segundo um dos câtnticos captados por João na sua visão celestial, haveremos de sempre bendizer o Santo e Bendito Cordeiro, autor da nossa Salvação.
Quão maravilhosa é a graça de Jesus, o nosso Deus! Quão maravilhosa ela se nos apresenta, com seus ares transmissores de amor genuíno e puro!
Para compreendermos a extenão da graça de Cristo, mister se faz que humildemente cheguemos a Ele com atitude de oração, e perseverando nesta atitude, então, é que poderemos analisar pessoalmente a manifestação da graça que ao nosso redor se faz presente.
Quando o povo de Israel já não contava mais com o amparo de Deus, quando já não se ouvia claramente a anunciação das promessas divinas, então Israel se viu diante de um milagre. Ele não se lembrou, propriamente, do Seu Povo; pelo contrário, Ele jamais se esqueceu do Seu Povo. Lembremos de Sua palavra: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor” (Is 55.8).
Quando o povo de Israel já não contava mais com o amparo de Deus, quando já não se ouvia claramente a anunciação das promessas divinas, então Israel se viu diante de um milagre. Ele não se lembrou, propriamente, do Seu Povo; pelo contrário, Ele jamais se esqueceu do Seu Povo. Lembremos de Sua palavra: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor” (Is 55.8).
Na pessoa de Moisés, podemos ver mais de perto a manifestação da graça, quando, então, o Senhor Deus o prepara cerca de oitenta anos para aproveitá-lo apenas quarenta. É para o Seu serviço que Deus o preparou. Para proveito nosso; para nossa bênção.
O êxodo pelo deserto, a vitória sobre os vários povos que contra eles se opunham, a passagem do povo pelo Mar vermelho, tudo isso são manifestações da graça.
A centralização do reino davídico nada mais é do que uma manifestação da graça de Deus, pois, com o estabelecimento desse reino, reforço é dado às benditas promessas, quando o Senhor Deus garante que o Cetro jamais se arredaria de Judá, tal e qual Ele prometera em Gên 49.10, por boca de Jacó.
Desde então, jamais se afastou o cetro da casa de Davi, mesmo na terra, pois, quando o último dos reis foi levado cativo para a Babilônia, e quando se pensava que o concerto divino fora quebraclo, eis que Zorobabel deixa Babilônia, por ordem do Rei, com a nissão de reedificar, juntamente com Neemias, a cidade de Judá, o templo e os muros de Jerusalém (Esd 2.1).
Jesus-Cristo homem é a prova de que jamais se arredaria o cetro da casa de Davi, pois, sendo Ele da descendência de Davi, nós, coerdeiros com Ele, somos também da família Real.
Mas a graça não fica apenas nas manifestações proféticas e futurísticas. Ela toma corpo na pessoa do nosso querido e amorável Salvador Jesus-Cristo, quando do seu nascimento.
Mas a graça não fica apenas nas manifestações proféticas e futurísticas. Ela toma corpo na pessoa do nosso querido e amorável Salvador Jesus-Cristo, quando do seu nascimento.
A GRAÇA NO NOVO TESTAMENTO
Lembremos da promessa de Gên 3.15 – A semente da mulher que esmagaria a cabeça da serpente. E tal não deixou de acontecer com Cristo, pois Ele veio ao mundo com a finalidade de anular o poder do diabo sobre os filhos de Deus pela Graça de Cristo.
O nascimento de Jesus marca para o crente o início de uma vida futura, não utópica, mas realíssima, na qual todos os que estivermos n’Ele viveremos abundantemente.
Belém foi a cidade escolhida por Deus para ser o local onde haveria de se manifestar materialmente a Graça. Materialmente, em contraste com a natureza espiritual da Graça que não se limita a local e sim que é infinita e i1imitadamente presente, independente de espaço e de tempo.
Israel foi o povo, Judá a tribo e Jesus o veículo pelo qual haveria de ser manifesta a graça na sua plenitude.
Na anunciação do nascimento de João Batista, vemos presente a graça, preparando o terreno para que em Cristo ela se confirmasse cada vez mais.
No Batismo de Jesus Cristo por João Batista, quando o Senhor Deus, ao sair Cristo das águas do rio Jordão, lhe confere o título de “O MEU AMADO”, sentimos a manifestação da Graça mais uma vez se realizando na vida do homem.
Na tentação de Jesus, quando temos ali o ensinamento de como vencermos a tentação do Diabo, vê-se também a maravilhosa graça cuidando de nós, pecadores.
Na escolha dos seus discípulos, quando Ele escolhe os que haveriam de levar avante, com o risco de suas próprias vidas, esse Evangelho precioso, temos, mais uma vez, a manifestação da graça.
Os milagres nada mais são do que prova dessa genuína graça que nos traz a bendita alegria de sentirmo-nos auxiliados por Deus, e que Deus jamais se esqueceu de nós, como poderíamos pensar se jamais Ele se nos manifestasse a nós.
Podemos ver, destarte, a manifestação da graça divina na encarnação do Verbo, quando Deus vem habitar consoco, tabernaculando entre nós, vendo nós a sua Glória patenternente.
Na transformação da água em vinho, no encontro da mulher samaritana e sua consequente conversão, na multiplicação dos pães em ambas as ocasiões narradas na Santa Escritura, na ressurreiça de Lázaro sim, na ressurreição do filho da viúva de Naim, na promessa do outro Consolador, na oração sacerdotal de Cristo, na crucificaçâo, morte e ressurreição de Cristo, podemos ver a manifestação total da Graça de Deus, em Cristo, superabundando em os nossos corações.
Na transformação da água em vinho, no encontro da mulher samaritana e sua consequente conversão, na multiplicação dos pães em ambas as ocasiões narradas na Santa Escritura, na ressurreiça de Lázaro sim, na ressurreição do filho da viúva de Naim, na promessa do outro Consolador, na oração sacerdotal de Cristo, na crucificaçâo, morte e ressurreição de Cristo, podemos ver a manifestação total da Graça de Deus, em Cristo, superabundando em os nossos corações.
No pentencostes, na conversão de Saulo de Tarso em Paulo, apóstolo de Nosso Senhor Jesus Cristo, na conversão de Cornélio, um gentio, nas prisões de Paulo, Pedro, Silas e João, podemos verificar a manifestante graça por entre esses eventos tão importantes para nós.
Em Romanos 3.23, Paulo escreve, dizendo que nós somos justificados pela graça, gratuitamente, através da redenção que há em Cristo Jesus. Ora, a graça está implícita no termo “gratuitamente”, visto que de um modo gratuito Jesus nos redimiu para todo o sempre. Porérn, o termo graça transcende a compreenso do que está inserido no primeiro termo, visto que, além de não exigir preço ou algum material em troca, Ele ainda se deu mais, quando por si mesmo fez a redenção dos justificados.
Em Romanos 3.23, Paulo escreve, dizendo que nós somos justificados pela graça, gratuitamente, através da redenção que há em Cristo Jesus. Ora, a graça está implícita no termo “gratuitamente”, visto que de um modo gratuito Jesus nos redimiu para todo o sempre. Porérn, o termo graça transcende a compreenso do que está inserido no primeiro termo, visto que, além de não exigir preço ou algum material em troca, Ele ainda se deu mais, quando por si mesmo fez a redenção dos justificados.
A LEI E A GRAÇA
A Lei está em permanente conflito com a graça, visto que não há nehuma harmonia entre a culpa e o perdão.
A Lei foi a culpada da morte espiritual e material do homem, segundo verificamos na declaração de Paulo, quando diz que não conheceu pecado, senão pela Lei.
No capítulo 4 vemos o contraste que existe entre a graça e a Lei, e o modo como Paulo encara ambas, isto é, numa antítese paralela, se assim podemos dizer, pondo em evidência os dois extremos.
Conforme lemos no referido texto, a Lei não foi o meio pelo qual a promessa da descend~encia de Abraão chegou até ele. Pelo contrário, ela lhe foi indicada mediante a Justiça e a Fé. Se a Lei imperasse sobre a graça e, consequentemente, os herdeiros da primeira é que fossem os verdadeiros herdeiros de Abraão, seriam nulas, então, a graça, a fé e a promessa.
Paulo garante que,”Justificados por Cristo Jesus, temos paz com Deus”, pois foi por Sua intervenção que alcançamos a graça na qual nos encontramos no tempo presente.
Pela ofensa de um, veio a morte sobre todos os homens. Pela graça, veio a infinita mnisericórdia e a bênção para perdão dos nossos pecados dantes cometidos e eterna paráclise dos que, involuntariamente, formos cometendo.
O pecado jamais terá domínio sobre nós, pois que não estamos mais debaixo da Lei e, sim, debaixo da graça. E isso porque, onde abundou a Lei, ou melhor, o pecado, superabundou a graça.
Em Suma, pelo que ficou exposto:
Verificamos que éramos etenamente perdidos, endereçados ao fogo do inferno;
Verificamos também que, em Adão, só tínhamos a esperança acima mencionada;
Verificamos ainda que, em Cristo, o segundo Adão, espiritual, temos a justificação dos nossos pecados e através da graça;
Verificanos, finalmente, que a Lei não salva ninguém e, sim, somente a graça salvadora de Jesus Cristo pode nos garantir o perdão e a salvação eterna.
Maravilhosa Graça!
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